Culpa / Até que ponto esse sentimento pode ser bom e ruim?

Todos já sentiram Culpa, mas até onde ela pode levar? Pode ser aproveitada? Ou será que só faz mal?

Na verdade a palavra culpa precisa ser substituída pela palavra responsabilidade. É importante a pessoa refletir sobre as situações, se ela teve ou não participação / parcela de responsabilidade sobre o ocorrido.

            A reflexão sobre a responsabilidade (culpa) pode ser algo bom quando:

  • A pessoa reflete sobre o que aconteceu, busca aprender com o erro, e entende a importância de não voltar a cometê-lo.
  • Admite e assume os próprios atos, tomando o cuidado para não repetir.
  • Passa a ter mais consciência das coisas e busca ser uma pessoa melhor.

Ter esse sentimento de responsabilidade não significa se sentir o tempo todo culpado. Na verdade ele vem como um alerta, sinalizando que algo deve ser avaliado. Esse pensamento serve de ensinamento para que não volte a se repetir a situação.

Tem algumas pessoas que se culpam por coisas que não dependem delas. É fundamental saber diferenciar aquilo que ela provocou, daquilo que ela não tem controle. Por exemplo:

  • Um homem foi infiel à sua namorada. *Se o combinado era que nenhum do casal poderia ficar com outra pessoa, o homem sabia que estava fazendo algo que ia contra a confiança da namorada. O sentimento de culpa vem para ele refletir sobre o seu comportamento e reavaliar até onde realmente respeita os espaços e os limites desse namoro e dessa companheira. A culpa também pode vir como um sinal, nesse caso, para se questionar, “como será que está esse namoro?”
  • A pessoa convidou um amigo para ir à sua casa. Esse amigo foi assaltado no caminho. *A pessoa não tinha como saber que o amigo seria assaltado, por isso não tem o porquê de se responsabilizar pelo o acontecido.

Assumir responsabilidade (culpa) pode ser algo muito negativo quando:

  • Deixa a pessoa transtornada e ela não consegue sair desse estado emocional, ficando presa ao passado, sem conseguir realmente lidar e aprender com a situação.
  • A pessoa fica remoendo o sentimento e os acontecimentos, sem mudar e perceber que o importante é entender que aquele caminho não deve ser pego novamente.

Não vai adiantar ficar se punindo, se privando de ser feliz, porque assim a pessoa deixa de aproveitar esse sentimento para algo benéfico. O significado da responsabilidade (ou culpa) pode ser distorcido, e assim, não aprendido. Se a pessoa ficar se massacrando durante longos períodos, esse sentimento pode acabar tornando ela amargurada e descompromissada, com comportamentos “ruins” consigo e com os outros, e no final a pessoa acaba não aprendendo nada com aquilo que a “culpa” veio lhe “dizer”.

A “culpa” pode ensinar muito. Quando ela aparece, é um sinal que tem que refletir sobre alguma coisa. Sobre algum erro, estado emocional, complicação na relação ou sobre como a pessoa se machuca por coisas que não dependem dela e que não tem controle.  Algo precisa mudar, principalmente quando envolve o comportamento ou o pensamento de auto punição. Quando fica difícil de entender e lidar com esse sentimento, é importante buscar o psicólogo, porque caso a culpa não seja bem administrada, ela pode gerar sintomas de depressão, ansiedade, baixa auto-estima, entre outras complicações emocionais.

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