Até quando é possível “dar conta de tudo”? / Riscos em se cobrar ( se exiger) muito

Alguns se cobram muito. Nunca é o bastante ou suficiente, querem sempre mais. A pessoa quer resultados, passa a fazer mais do que pode, não respeitando os seus limites. Chega um momento em que o corpo e a mente entram em exaustão, não aguentando mais tanta pressão.

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A pessoa começa a ter dificuldade para fazer as coisas. Não consegue ter mais a agilidade de antes. Tudo se torna mais difícil. O dia a dia pode ficar desgastante. Ela pode perder o prazer, a vida pode se torna uma obrigação. Dessa forma perde a oportunidade de aproveitar as coisas boas. Deixa de curtir os resultados dos seus esforços. Não consegue se sentir satisfeita com suas conquistas.

O excesso de exigências pode ser um veneno. O olhar fica contaminado, vendo somente aquilo que ainda não está bom, ou o que ainda precisa melhorar. Dessa forma, a pessoa não curte suas realizações. Ela se esquece de comemorar suas vitórias. O prazer é deixado de lado e com isso sua motivação diminui. Não se dá o tempo para aproveitar as suas conquistas ou se recompensar por todo o esforço que teve. Assim, a frustração se torna cada vez maior, porque a pessoa sente que está sempre em dívida, precisando dar muito mais de si, gastando toda a sua energia.

As expectativas são muitas, a pessoa não consegue relaxar. A depressão ou crises de ansiedade podem surgir como sinal de que a pessoa precisa reavaliar a sua vida. É importante refletir:

  • Reconheço minhas conquistas? Percebo o que eu já fiz de bom? Quais são minhas qualidades ou habilidades?
  • Será que sou justo ou sou tirano comigo mesmo? Cobro-me de ser perfeito? Tenho limites?
  • Consigo reconhecer as minhas necessidades? Reservo um tempo para o meu lazer ou meu descanso? Permito minha mente relaxar?

É fundamental o acompanhamento com o psicólogo caso a pessoa se cobre muito, caso ela tenha dificuldade para relaxar sem pensar nas obrigações.

6 thoughts on “Até quando é possível “dar conta de tudo”? / Riscos em se cobrar ( se exiger) muito

  1. Marcelo

    Estou passando por isso eu meu trabalho no momento! Me cobro a perfeição,não consigo enxergar as coisas boas,apesar de ouvir elogios,não compreendo que ainda me falta um pouco de experiência,sinto que isso está atrapalhando minha vida,fico pensando nisso 24hs,precisão me desapegar disso!

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  2. M. Bibiane

    Estou na fase da exaustão, depressão, ansiedade, dificuldade para relaxar e descontrair. Trabalho 7 dias por semana 55-65 horas por semana faz mais de 10 anos. Faz 1 ano que tomo remédios para depressão e ansiedade.
    Já tentei faz natação para me soltar, mas parei em seguida. Nada que é divertido e serviria para me distrair me agrada. Até pensar em fazer terapia me cansa pq eu teria que explicar tudo e tenho certeza que eu não mudaria nada.

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    1. Michelli Duje Post author

      Boa tarde M,

      Talvez você precise reavaliar se está valendo a pena trabalhar tanto… é possível diminuir a carga horária do trabalho? Será mesmo que precisa trabalhar tanto? Às vezes fazemos escolhas, “perdemos” algumas coisas, mas “ganhamos” muitas outras…. Talvez você precise de mais tempo para você…
      Quanto ao tratamento psicológico, é preciso estar disposta e realmente participar da consulta e fazer as reflexões e movimentos para a melhora (é um trabalho conjunto)…
      PS: Será que você também anda com dificuldade de perceber que é possível sim as coisas melhorarem, mas é preciso fazer algum movimento para as mudanças acontecerem?

      Abraço!

      Psicóloga Michelli Duje

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  3. Ferreira

    Muito interessante a colocação… e, em alguns casos, é notório esse tipo de comportamento, que pode até ser de conhecimento próprio, mas tão enraizado no individuo que ele passa a cobrar esse tipo de comportamento das pessoas que o cercam (o que é meu caso).
    Parabéns pelo post, e continue a publicar coisas interessantes.

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    1. Michelli Duje Post author

      Bom dia Ferreira,

      Obrigada!
      fico feliz com ao ler o que escreveu 🙂

      Abraço!
      Psicóloga Michelli Duje

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